Os usos sociais da fotografia

Jimena Méndez

Jimena Méndez

Os usos sociais da fotografia.

 

Bourdieu, um sociólogo francês que estudou muito sobre o mundo da arte e da fotografia, tem um livro sobre o assunto chamado «A fotografia, uma arte meia», onde fala sobre os usos sociais da fotografia.

 

 

Neste livro, ele argumenta que a fotografia, neste mundo social em que vivemos, serve para pelo menos quatro questões. Primeiro como memória e arquivo. Pense em um livro de história, álbuns de família, obras testimoniais, etc.

Tudo isso funciona de alguma forma como um tipo de arquivo, uma biblioteca da humanidade, onde nós adquirimos conhecimento das coisas como uma memória externa. É a nossa proteção contra o esquecimento e a passagem do tempo.

 

 

 

Somos capazes de ver e conhecer coisas que já não existem, que não estão mais lá, pessoas que não estão mais conosco, graças a essa memória, e sob essa perspectiva, a fotografia é a nossa história.

O autor também fala que a fotografia serve para contar sobre temas sociais. Já vimos milhares de fotografias e ensaios de denúncia, onde se constroem discursos, pontos de vista, defendem-se ideias.

 

 

Mas a fotografia também é um meio de comunicação. Quando estamos vendendo um catálogo de produtos, a fotografia também funciona como um meio de comunicação.

Do ponto de vista da função artística expressiva, a fotografia nos serve para nos expressarmos, para expressar sentimentos, para nos realizarmos ou alcançarmos prestígio social.

Um quarto uso social da fotografia, talvez o mais comum e contemporâneo, é o entretenimento. Hoje em dia, as pessoas tiram fotos para compartilhá-las nas redes, para trocá-las, para oferecer distração, escapismo, para nos comunicarmos com nossos entes queridos ou simplesmente para passar o tempo.

 

 

Em meio a toda essa voracidade do século XXI pela imagem, vamos tentar refletir um pouco sobre o que implica e o que significa fazer fotografia.